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"Eu era teimosa e alegre, tinha uma grande capacidade de me abstrair e de apaziguar o sofrimento.

Iria resistir, qual erva daninha que, depois de espezinhada, teima em renascer.

A vida não era um oceano pacífico e, para sobreviver, decidi que havia de ser feliz.

Sabias que havia dentro de mim um ser livre e que nem tu, nem ninguém, me roubaria essa liberdade.

No entanto, vacilei muitas vezes, não imaginas quantas vezes quis desistir.  Nos momentos de angústia, olhava-me ao espelho, esbofeteava os pensamentos tristes e procurava de novo o brilho dos meus olhos.

Era isso o que te frustrava, saber que, depois de tudo, depois de pensares que me tinhas anulado, eu renascia livre como a Fénix.

Mas ninguém é mais irremediavelmente escravizado, dizia Goethe, do que aqueles que acreditam que são livres.

Eu precisava de ser feliz, e se a felicidade não existisse, inventava-a.

Agora que penso bem, era uma espécie de loucura!"

 

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AUTOR

Maria Cecília Garcia nasceu na Ilha da Madeira, Portugal, num pequeno paraíso chamado Jardim do Mar.

Aos seis anos de idade, partiu, na companhia da mãe, para a Venezuela ao encontro do pai, que já lá estava há cinco anos.

Passou a sua infância e adolescência naquele país, mas regressou à sua aldeia, aos 24 anos. Desde 1973, morou em Portugal, na Ilha da Madeira, e depois em Lisboa onde casou.

Nos últimos vinte anos, está radicada na zona Oeste do país. É mãe de dois filhos e tem três netos.

Leitora durante toda a vida, gostava também de escrever. Ao ficar viúva, dedicou-se a escrever algumas das muitas histórias e peripécias ocorridas durante a sua vida, e também histórias de outros.

Publicou, em 2016, o seu primeiro livro, História em Pedacinhos - As casas da minha infância e os tempos de chá sem açúcar, uma história pessoal que relata a epopeia dos seus pais na procura de uma vida melhor.

Com o segundo livro, publicado em 2018, A Filha da Mãe - Os pedacinhos que faltavam, encerra a história começada em História em Pedacinhos.

Continua a escrever porque gosta e porque tem muitas histórias para contar. Gosta de falar com os leitores, escrevendo.

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