Livro

Gosto de ler e escrever. Aquilo que escrevo tem de estar perfeito para mim. Se mais alguém gostar, então eu já iniciei a ganhar com o que escrevi. Essa é a minha recompensa. Aquilo que faço gostar.

Também gosto de ler. Existem autores que gostam de escrever com mensagem. É bonito e faz-me perceber que têm conhecimento para si e ainda para ensinar aos demais, o que me deixa muito feliz. Eu não faço isso. Não faço. Assim, escrevi crónicas da minha vida ou da vida que vi viver ao redor, com a naturalidade e simplicidade que me são inerentes. Aquilo que desejo é que quem ler não se fique pelo que lê e perceba o que ficou subjetivo no que foi dito e citado. Que pense pela sua própria cabeça todo um mundo que existe ao redor das minhas palavras.     É um desejo muito forte e muito sentido, pois sei que o leitor só irá perceber o título deste livro se fizer esse exercício maravilhoso, que é pensar. Ir além das aparências das minhas palavras e colocar na leitura uma parte de si mesmo. Sentir tanto prazer na leitura como eu tive na escrita. Sentir os meus sentimentos, os meus cheiros, as minhas tristezas e revoltas. Tudo, como se fosse seu. Eu não sei enviar mensagens, mas acredito que posso transmitir bons momentos, com boas leituras. Que Portugal a Dois Tempos alcance o meu e vosso objetivo.

Georgina Caçador

AUTOR

Nascida num dia quente e seco de Julho de 1963. A guerra estava ao rubro, Salazar no poder.

A infância foi como a de todos. Sem livros, mas com histórias contadas pelos avós; sem brinquedos, mas com espaço para sonhar. Com o pouco que era de todos.

Estudei até ao 11.º ano. Na altura já não existia mais na minha terra.

Casei, fui para Lisboa, tive 5 filhos, dois estão vivos. Divorciei-me e voltei à povoação onde nasci, à procura de qualidade de vida para criar os meus filhos.

Fiz formação profissional e o 12.º ano. Entrei na Universidade Aberta, no curso de História.

Sou costureira, modelista, e costureira de têxteis decorativos, certificada pelo extinto CIVEC.

Trabalho, amo, choro, rio-me de mim, da vida, para a vida. Enfim, vivo.

Escrevi o primeiro poema com 12 anos. Uma noite de temporal que me agredia a sensibilidade. Depois nunca mais parei.

No tempo que vivi em Lisboa escrevi um poema. Demorei 14 anos a escrevê-lo e terminá-lo. Foi uma loucura.

Percebi que não escrever é terrível. É renegar um sopro de vida que faz a diferença no todo.

Agora escrevo porque gosto, porque brincar com as palavras me dá prazer.

Vários poemas publicados em Antologias em Portugal e no Brasil.

Por publicar ficam mais três livros de poesia, um de crónicas, dois contos infantis. “Ecos da Charneca” é o último livro que está em acabamento.

Esta sou eu.


Georgina Caçador

Copyright (C) 2017 Edições Vieira da Silva LDA. Todos os direitos reservados.

design by LAYOUT