Há uns anos comprou uma câmara. Começou, sozinho, a descobrir a usança das regulações e a ver e ouvir o mundo com os seus olhos, através da lente. Gosta, quando dispara, de contar uma história ou registar um momento único – além de tudo, é preciso estar lá à hora certa, ou seja, é preciso sorte –, mas sente que é sempre um ato solitário. Diz que as fotos, como qualquer obra de autor, são subjetivas e por vezes controversas. Gosta delas silenciosas. Gosta de caras. Gosta de rua. Gosta do preto e branco.