Nas suas palavras, quando o olhar arde de tanto ver e o pincel, incapaz, tropeça no vazio da tela, sem rumo nem destino, buscando em sobressalto os ângulos inquietos e o aroma das cores na geometria do momento, defraudando a intensidade daquele ardor, eis que surge em rescaldo o sentido da fotografia. E assim vai caminhando, por “Memórias / De um tempo inacabado / De um lugar a regressar / De uma vida envidraçada / Por onde espreita este olhar.”