A sua primeira máquina fotográfica veio dentro de um pacote de detergente. Dentro ficaram os amigos daquele verão e muita areia da praia. Depois veio uma compacta e o preto e branco. Descobriu que para além de preservar amigos, ia captando qualquer coisa que ainda não sabia explicar. Diz-se que as máquinas não fazem as fotografias, mas consigo foram fazendo o fotógrafo. E por isso continua a dedicar-lhes o seu “pasmo essencial” e a surpreender-se com o que vai sendo apanhado pela objectiva.