Livro

O protagonista desta obra rememora a sua vida por via dos ofícios com os quais se cruzou ao longo da vida.

O amor aparenta ser central nesta sucessão de missões na Bósnia e Herzegovina, mas depressa nos apercebemos da vacuidade desse sentimento.

A reflexão impõe-se-nos como elemento fulcral desta reconstrução sucessiva de identidades por entre as diversas pessoas conhecidas, possuídas e amadas. Por entre enredos quase folhetinescos e recordações de momentos de sofrimento, perdemos o rumo às nossas crenças por momentos e reencontramo-nos com velhos preconceitos. Ficamos a saber quais os remansos do medo onde se alberga a justificação da violência contra idosos, mulheres, crianças; enfim, todos os aspetos do Outro que nos dilaceram e, por vezes, comovem.

Existe mais do que uma mente na experiência de se ser humano? Como conciliar a ideia de justiça com o conhecimento cabal da injustiça? De que forma o facto de sermos parte de um império morto nos faz ambular pelo mundo fora fingindo estarmos vivos? Qual a natureza do mal e qual a relação dessa natureza com a nossa existência? Estas e outras questões emergem das experiências do primeiro-cabo cabo-verdiano, que nos guia por entre as trincheiras da manutenção da paz.

AUTOR

Sara Timóteo nasceu em Torres Vedras. Viveu em Alfama (Lisboa) e em Haia. Reside na Póvoa de Santa Iria. Publicou Deixai-me cantar a floresta e Chama fria ou lucidez em 2011 pela Papiro Editora na sequência da atribuição, respetivamente, do 1.º e do 2.º lugares no 2.º Concurso de Poesia Aníbal Faustino em 2009. Deixai-me Cantar a Floresta foi ainda distinguido com o 28.º lugar no Concurso Internacional de Poesia promovido pela Université Paris-Sorbonne IV (2009).

Publicou em 2012 Refúgio Misterioso (distinguido com menção especial no Concurso Revelação promovido pela Câmara Municipal de Vila Franca de Xira em 1997); em 2014 publicou Os Passos de Sólon (prémio Mensagem Notável atribuído pela Lua de Marfim Editora), Elixir Vitae e Os quatro ventos da alma (menção especial no Prémio Literário Glória Marreiros 2014), todos através da Lua de Marfim Editora.

Em 2015, publicou O Telejornal (peça de teatro infantil) através dos Cadernos de Santa Maria (por atribuição de menção honrosa no Prémio Literário Glória Marreiros 2014).

Em 2016, publicou O Corolário das Palavras (Rui M. Publishing, e-book) como resultado da menção honrosa do Concurso Internacional sobre a Natureza. O livro de poesia Refracções Zero foi publicado pela Orquídea Edições no mesmo ano como resultado do primeiro prémio em poesia pela sua participação no projeto colectivo Palavras de Veludo.

Em 2017, publicou Compassos (poesia) e Diário Alimentar (conto longo) através de Costelas Felinas (Brasil). Ambas as publicações vieram a lume por via da participação no concurso literário promovido pela Editora Costelas Felinas.

 Tem três livros publicados nos E.U.A. pela Spero Publishing/Caliburn Press.

Participa com regularidade em vários projetos coletivos e cooperativos de publicação e em publicações online em Portugal e no Brasil. Exerce atividade ocasional como ghost writer para blogs sediados em Portugal e nos E.U.A.

Nome completo – Sara Marina Correia Carvalho Timóteo.

 

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