Em 1876, por decreto do Ministro da Marinha e Ultramar, Dr. Andrade Corvo, é organizada pela Sociedade de Geografia de Lisboa uma equipa de Engenheiros Técnicos de Obras Públicas, chefiada pelo prestigiado Major de Engenharia Joaquim José Machado, para implementar obras públicas e fomento na Província Ultramarina Portuguesa de Moçambique.
Dela fazia parte o Alferes de Infantaria Alfredo Augusto Caldas Xavier.
A sua perícia profissional, o seu empenho na realização de obras foram premiados com nomeações para cargos cada vez de mais responsabilidade.
Adstrito a cargos civis pelo Ministério da Marinha e Ultramar, mas sendo militar, de muito cedo se voluntariou para acções de pacificação no sertão, que lhe trouxeram nomeações honoríficas militares, sempre dando-lhes intimamente, pouca relevância.
Mais tarde, como administrador civil da Companhia de Comércio e Cultura do Ópio, na Baixa Zambézia, confrontou-se com a escravatura e tráfico de colonos, rebeliões de achicunda, e tentou impor a sua bondade natural, tolerância e respeito pela valorização do ser humano explorado.
Sofreu na pele a sua revelia ao sistema implantado há séculos pelos Mozungos, Cataquizungos e Donas de Prazos da Coroa Portuguesa.
Durante um cerco de sete longas horas, entrincheirado num armazém de materiais do seu Luane, lutou, coadjuvado por seu irmão Eduardo, o Engenheiro Inglês Handerson e dois empregados negros, contra 2000 rebeldes enraivecidos, disparando a sua espingarda sem cessar.
Foi um milagre terem saído dali com vida.
Portugal, Pátria Amada é o conceito que Alfredo Augusto Caldas Xavier sempre colocou bem alto nos desígnios do seu pensamento e atitudes sociais.
Nascido a 29 de Fevereiro de 1948 na Maternidade Alfredo da Costa, em Lisboa, era filho único de um casal feliz.
Foi estudante do Ensino Técnico até à admissão aos Institutos Industriais.
Com 18 anos entrou voluntário para a Força Aérea Portuguesa, onde cumpriu o serviço militar por quatro anos, três dos quais em Angola (1968-1970), com a patente de 1.º Cabo Especialista.
Seguiu-se uma vida profissional interessante, ligada à indústria: Electricista na Cabinda Gulf Oil Company, Chefe de Departamentos de Produção na General Tire-Mabor Angolana, Chefe de Produção da Fábrica de Plásticos e Metalurgia Nova Era, em Alhandra, Portugal.
Apaixonado pela literatura e conhecimento, é um autodidacta em Teologia, História e Geografia Mundiais, Etnologia Africana e Cosmologia.
Viagens à Califórnia (USA) e ao Magreb (Marrocos) trouxeram-lhe conhecimentos profundos sobre dogmatismos do Cristianismo e Islão.
Talentoso musicalmente, é presentemente músico profissional, em música ligeira.
O seu carácter é um clone de seu bisavô paterno.