Victor José Antunes das Neves Camarate
Nascido na Malveira, num final de tarde de 9 de julho de 1956,
teve uma miscelânea em criança entre a Venda do Pinheiro e
a Malveira, terminando aí a sua adolescência.
Sendo o primeiro de quatro irmãos e uma irmã,
muito cedo abordou o mercado de trabalho,
casando com Esmeralda de Jesus Tomé Lopes,
com quem teve duas filhas, Cláudia e Liliana, e dois netos.
No contacto humano é contagiante e dele só tem boas memórias.
Toda a gente é gente e isso não lhe é indiferente, e julga-se amigo de todos.
Não lhe faz sentido a palavra inveja, porque diz: os atos são de quem os pratica.
Cedo se inspirou a contar a vida em poesia, dando ênfase ao sentido
dos seus escritos, inspirando-se muito no relato poético popular alentejano,
de gentes que do nada tiravam palavras da sua vida, romanceando a dor, a alegria
e o trabalho em poesia.
Fiel ao sentimento centrado na família, conduz-se na felicidade como um objetivo de vida,
empenhado em fazer respirar esse seu lado espiritualista, mas real, em iluminação numa vida
sempre assente num bem-estar familiar.
Duro de roer, o impossível não faz parte do seu vocabulário, tendo por lema: «amanhã vou ser mais feliz.»