Havia um vizinho que bateu à porta da minha casa, porque tinha um objetivo. E era uma sala que foi construída ali, a meio do caminho. E uma criatura que parecia um polvo que achou por bem entrar. E sair de casa com alguém agarrado e que se arrasta. Houve também o dia em que alguém brotou perpendicularmente ali naquele sítio. Ou a lama que suja uma das botas. Havia também o outro que se esticou até mais não poder e isso foi um problema para aquela cidade. E o comboio que viaja com passageiros que entram e que saem e havia a primeira carruagem. E era um elevador onde havia aquele que estava lá dentro. E havia a janela que estava aberta e, por aí, entrou e entraram. E também aquele sofá novo na sala. E das portas que havia ou não havia.
Nuno Filipe Bastos é um habitante do planeta Terra. Formou-se nesta área com uns acrescentos desta, desta e desta e dedica-se a diversas áreas do conhecimento e da produção de coisas. Ou, por outras palavras, o trabalho que cada um faz é o reflexo de quem o faz e explora-se a si próprio e ao seu autor.