Livro

A crónica de uma investigação. Quem em Portugal planeou, executou e ocultou a autoria do ataque terrorista ao navio Angoche nas costas de Moçambique, em 1971?
O presente livro propõe-se desvendar o enigma.
Outros mistérios correm neste Portugal contemporâneo a par do ‘caso Angoche’:
AGINTER-PRESS - a ‘outra PIDE’ -, agência de espionagem e de mercenários, vertente portuguesa da Operação Gládio ‘filha’ da NATO e da CIA; o enigmático Mr. HERBERT LESTER - agente secreto e conselheiro de Salazar;  a rede de JORGE JARDIM - o ‘Lawrence d’ África’; ‘Conde de Pavullo’ - o patriarca ZOIO; e uma teia lusa de ‘mercadores da morte’.


Moçambique, 23 de abril de 1971, sexta-feira à noite. O navio português Angoche é atacado e incendiado. Por quem? Todos os ocupantes, 23 elementos da tripulação e um passageiro, desapareceram. O Angoche está deserto.
Dois dias depois, ao entardecer de domingo, 25 de abril de 1971, uma mulher portuguesa de um bar de alterne é 'assassinada', atirada do quinto andar de um prédio da cidade da Beira, o ‘Miramortos’. Um mistério ligará os dois casos?
Nunca apareceu nenhum dos homens do Angoche, vivos ou mortos, ou quaisquer despojos.
Um x-files, autênticos ‘ficheiros secretos’ à portuguesa. Sabemos agora quem é o autor.

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AUTOR

Nascido em Lisboa a 18 de setembro de 1959, Paulo Oliveira vai com a família para Moçambique em agosto de 1960. Reside em Lourenço Marques (Maputo) até setembro de 1979, altura em que volta a Portugal. Foi praticante e instrutor de paraquedismo no Aeroclube de Moçambique, com licença de queda-livre, em 1978 e 1979, e cursou Engenharia Eletrotécnica na Universidade Eduardo Mondlane.
Na capital portuguesa integra desde agosto de 1981 a ala externa do movimento que viria a ser a RENAMO, tendo assumido posteriormente o cargo de diretor da emissora Voz da África Livre, na África do Sul, de fevereiro de 1983 a 16 de março de 1984 - data do Acordo de Nkomáti entre o país do 'apartheid' e Moçambique. Parte desse período decorre no mato e em ‘departamentos especiais’ de Pretória. Enquanto na África do Sul, foi correspondente de diversos órgãos de informação portugueses.
De novo em Lisboa, é diretor da revista da RENAMO, sendo nomeado porta-voz e, mais tarde, em 1986, delegado do movimento para a Europa Ocidental. Foi ainda nesse período jornalista na secção internacional e colaborador em diversos diários lisboetas. Sai da RENAMO em outubro de 1987 em divergência quanto ao excessivo controlo sul-africano e à linha de atuação do grupo, pondo fim a sete anos de colaboração com o movimento de guerrilha africano na área de psychological warfare - de guerra psicológica -, análise de informação e propaganda.
Nos finais de 1987, edita um primeiro número de um boletim independente sobre Moçambique e a África Austral, o ‘Moçambique Hoje’. Em março de 1988, após a abertura do regime moçambicano, regressa a Maputo. Da vivência com o movimento de guerrilha compilou o escrito ‘RENAMO: uma Descida ao Coração das Trevas’, o Dossier Makwákwa.
Da rede de conhecimentos e amigos no Cairo e, mais ao norte, no delta do Nilo, em Mahalla al-Kubra, e entre gente árabe nos banlieues parisienses, elabora material para mais um livro, um romance bem actual ‘Mak: Operação D7’, uma provocação ‘terrorista’. Tem como áreas de interesse a Teoria do Caos.

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