Livro

Não faço ideia. Não sei por que razão a Ana me convidou para escrever o prefácio do seu livro. Mas ela sabe. E isso para mim basta.

Explico melhor. Ao longo dos anos em que a conheço, e já lá vão vinte, a Ana sempre soube do meu "cepticismo esotérico". Eu brincava muitas vezes com ela sobre isso. Dizia piadas. Umas parvas, outras menos. E riamos. O seu sentido de humor era perfeitamente compatível com as suas mais firmes convicções.

As minhas piadas nada tinham que ver com o facto de não respeitar as ditas convicções. É que face ao desconhecido, na falta de prova científica ou experiência própria, pode-se ter uma de três atitudes: ou se rejeita absolutamente esse desconhecido, ou se aceita cegamente (sem realmente o compreender), ou se reinterpreta de uma perspectiva cómica. Eu sempre preferi este último caminho. E por uma razão simples: é que eu não sei mesmo o que é que andamos aqui todos a fazer. E isso para mim é cómico. Posso ter as minhas suspeitas, mas certezas, poucas.

O facto de não saber o que ando aqui a fazer tem-me mantido num saudável (julgo eu) estado de curiosidade permanente. Embora ande com o meu cepticismo ligado a cada momento, estou também com o meu radar de descoberta na máxima potência. E eu acho que não sou diferente de muita gente. Não sou, certamente, diferente de si, que me está a ler neste momento.

Foi, por isso, movido pela amizade, mas também por este sentido de curiosidade, que li o livro da Ana. Apesar de não conhecer em profundidade os autores e os temas abordados neste livro, a categoria de auto-ajuda está bem recheada na minha biblioteca. Psicologia, filosofia e outras disciplinas descodificadoras do mundo povoam as estantes lá de casa. E foi com esta dupla perspectiva, a de amigo e a de inquisidor da realidade, que li o livro que tem agora nas mãos.

Esta obra é um testemunho pessoal. A Ana irá contar-lhe vários episódios da sua vida que a puseram à prova e a forma como esses mesmos obstáculos a ajudaram e foram essenciais à sua descoberta interior. À sua evolução e, no final, à sua felicidade. Ela acredita que ao colocar a sua experiência em perspectiva, ao partilhar as reflexões sobre o que aprendeu e viveu, ajudará muita gente a fazer o mesmo caminho.

Uma das coisas mais significativas que encontrei nas páginas que se seguem foi a sua perspectiva de lidar com as dificuldades. Nem a resignação, nem a vitimização. Nem a revolta, nem a ira, mas a compreensão. Esse passo, talvez o mais difícil, é essencial para todo o processo de encontro pessoal connosco próprios e entre nós e o mundo. Para facilitar esse processo, existem várias disciplinas, “ferramentas” como a Ana lhes chama de forma prática e útil, que a ajudaram e que ela pensa poderão ajudar qualquer um de nós. Algumas dessas ferramentas, nas quais a autora se especializou, são o reiki e a meditação, e o seu fundamento é aquilo que também interessa explorar neste livro.

A Ana não se limita a fazer um livro de instruções sobre estas diferentes técnicas, saberes e disciplinas. Para isso, sabe ela, existem centenas de obras detalhadas. O propósito dela é também o de fazer a síntese deste conjunto de saberes e dar-lhes a sua interpretação. Dizer-nos como é que cada um de nós poderá integrar esses domínios na sua vida quotidiana, e porque é que isso é importante.

Ler este livro é como ouvir conselhos emanados de uma intuição especial. Conselhos construídos na humildade da própria vivência da autora e no respeito que ela tem pelos outros. Conselhos consolidados, também, na pesquisa e estudo aprofundado dos temas.

No final de contas, essa humildade é o que a faz a Ana rir-se quando eu digo alguma das minhas piadas sobre alguns assuntos deste livro. E ao rir-me com ela, percebo o mais importante: só quando se consegue estar bem para “brincar” com aquilo que para nós é o mais sério, é que estamos mais autenticamente nas
coisas.

A Ana está autenticamente neste livro e nota-se. Se estiver atento às pistas que ela aqui deixa, tenho a certeza de que vai encarar a sua vida com mais autenticidade. E chegar a este ponto com a leitura de um livro, chegar ao ponto da compreensão e da autenticidade, é possivelmente a maior dádiva que um livro pode dar.

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ESGOTADO
AUTOR

Licenciada em Comunicação Empresarial, teve sempre um sentido empreendedor muito forte.

Constituiu a primeira empresa em 1998 com a sua irmã. Uma empresa de artigos de oferta promocionais e de prestígio.

A sua sede em compreender-se a si e ao mundo que a rodeia aliado a alguns acontecimentos na sua vida fizeram-na aprofundar muitas técnicas de auto-conhecimento.

Mestre em reiki desde 2004, abriu em 2006 um espaço de terapias complementares e alternativas para ajudar na cura integral de cada pessoa.

Participou em muitos workshops e tornou-se recentemente terapeuta de Cura Cristalina-terapia multidimensional.

Após um período conturbado em que muitos pilares da sua vida foram derrubados, ela sentiu-se inspirada a escrever este livro.

Um livro em que relata os acontecimentos mais marcantes e como os foi ultrapassando à medida que tomava uma maior consciência de si.

Um livro que pretende integrar Conhecimento, Experiência, Expressão, Sentir e Ser.

Uma mãe babada que adora arte, escrever poesia, tocar piano e está empenhada em ser um agente de mudança para quem quer viver uma vida mais autêntica.

 “Revejo-me em tudo o que me rodeia” e "Não subestimo o poder criativo do Universo (Deus)" são as assinaturas da sua vida.

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