Este livro parte de um misterioso assalto à casa de um polémico político da Primeira República portuguesa, durante o qual desapareceram três malas muito pesadas, alegadamente cheias de joias. A narrativa investiga quem terá levado as malas, explorando diferentes suspeitos e versões dos acontecimentos, enquanto questiona se os assaltantes conheciam o verdadeiro valor do seu conteúdo.
Anos mais tarde, já sob o regime do Estado Novo, as mesmas joias voltam a estar no centro de uma série de episódios sombrios e grotescos ocorridos numa região montanhosa do interior de Portugal. A obra mistura mistério histórico, intriga política, sátira social e drama humano, acompanhando as várias personagens envolvidas numa teia de ambição, ganância, poder e corrupção.
Com um tom crítico e mordaz, o romance reflete sobre a idolatria do dinheiro e do poder, revelando os lados mais obscuros da natureza humana. Em suma, é uma história sobre os labirintos e abismos da alma humana, onde factos históricos e ficção se cruzam para desvendar segredos, interesses e traições.
Referindo-se às suas origens, Manuel Nunes apresenta-se deste modo: “Nasci pobre, numa aldeia pobre do interior montanhoso de Portugal, em 1953.” “Subir ao alto da montanha” é, em sentido metafórico, umdos lemas inspiradores do seu pensamento e da sua ação. A sua multifacetada formação académica, obtida em cinco instituições de ensino superior, tem como centro os cursos de Filosofia (Universidade de Coimbra) e de Teologia (ISET de Coimbra). Dedicou a sua vida profissional ao ensino (em Portugal e fora de Portugal). Como extensão da sua atividade docente, escreveu várias obras de natureza pedagógica, filosófica e teológica. Ídolos de Ouro na Montanha é a 17ª das obras que, até agora, publicou.