Livro

 

Na sua poesia, a Lia retrata a vida singela da aldeia, os seus pensamentos e por vezes angústias, a sua religiosidade, mas também, com alguma travessura, aventura-se a brincar  com as palavras, impondo a desordem num mundo imaginário. 

Diz que não tem por hábito ler poesia e que o que escreve lhe brota naturalmente ao espírito. 

Ao lermos os seus poemas, sem dúvida que contactamos com o mais puro que no íntimo do ser humano nos pode ser transmitido. 

Só posso felicitar a autora pela decisão de publicar os seus escritos, de modo a valorizar o que de outra forma se perderia para sempre, na voragem do tempo. 

Bem hajas, Lia. 

 

V.N. Famalicão, 12 de Setembro 2016. 

 

Margarida Malvar 

AUTOR

Maria da Esperança da Silva Loureiro Santos, (Lia para família e amigos), nasceu em Montes, Alcobaça, no dia 29 de Janeiro de 1939. 

A infância e adolescência foram passadas nessa região, onde os pais eram agricultores, vivenciando o dia a dia de uma terra laboriosa, com os prazeres simples de uma aldeia típica no Portugal de então. 

Foi continuar os estudos tarde, já com 19 anos, e só após a morte da tia-avó de quem herdou o nome e de quem cuidava com desvelo.  

Concluído o 5º ano do liceu, frequentando o ensino entre Alcobaça e a Nazaré, e rumou até Lisboa, onde foi trabalhar na secretaria da Manutenção Militar. 

Casou, teve dois filhos, e em Lisboa permaneceu até à idade da reforma, retomando então às origens. 

Neste trajeto de vida sempre escreveu poesia, que de seguida rasgava por não lhe reconhecer mérito e por acanhamento em mostrá-la a outros. 

Só com a vinda dos netos, ao inventar versos e cantigas para os embalar, as pessoas se foram dando conta do seu potencial poético. 

 

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