Maria tinha uma vida normal: uma professora, com os estudos concluídos, os sonhos partilhados com o namorado e o orgulho de uma mãe que esgotara as economias para lhe dar um teto. Mas o sonho da estabilidade transforma-se num pesadelo burocrático quando a sua colocação no Algarve colide com a subida sufocante das prestações da casa. Entre baixas médicas, desemprego e a partida de quem amava, Maria vê-se encurralada pela penhora e pelas garras de um sistema financeiro implacável.
Num ato de desespero e revolta, confronta o poder instituído. O preço? Seis anos de isolamento e uma tragédia familiar irreparável.
Agora em liberdade, é nas vielas do Castelo e no lamento do fado que Maria reconstrói a sua alma. Mas a sua luta por justiça social está longe de terminar. Guiada por um novo e moderno amor, ela usará a maior montra do país para desafiar o regime e dar nome a uma lei que promete mudar o destino da habitação em Portugal.
Uma "novelita" contemporânea onde o lirismo de Lisboa se cruza com o grito urgente de uma geração sem teto. Poderia ser a história de qualquer leitor
António Brutos Medronho, nome literário de António Dâmaso.
Advogado criminal, em Lisboa é formador, leitor beta, poeta de rua e ficcionista.
Tem várias publicações em redes sociais, panfletos e concursos literários.
Participou na Antologia de poesia portuguesa contemporânea, volume XVI — “Entre o sono e o sonho” e na Coletânea de Contos de Natal, vol. III — “Natal em palavras”. Conta ainda com a publicação da obra “Portugal em 2050 Morte duma Sereia” na Chiado Books.