O autor reuniu neste livro a respiga de pequenas histórias, reflexões, evocações de vivências próprias e alheias, lembranças da vida, registos e memórias de viagens, recensões críticas do quotidiano paroquial.
É manifesta a ausência, aliás, ponderada, de uma unidade temática da obra. E também de qualquer ordenação cronológica dos escritos .
O livro é uma versão recorrente de um género muito cultivado na literatura portuguesa e brasileira que teve em Miguel Leitão de Andrada, com Miscellanea (1629), e, já no século XX, em Jorge Amado (Navegação de Cabotagem), Miguel Torga (Diário) e António Alçada Baptista (A Pesca à Linha) alguns dos seus mais lídimos obreiros.
António Jorge Farinha Marques nasceu na vila da Golegã, onde reside.
É casado. Tem um filho.
Cursou direito na Universidade Clássica de Lisboa.
Prestou serviço militar em Angola no período que decorreu entre meados de 1961 e finais de 1963.
Serviu na magistratura do Ministério Público. Exerceu a actividade profissional de advogado durante mais de quatro décadas.
Foi “quadro” da CP-Caminhos de Ferro Portugueses e, em comissão de serviço, administrador da extinta Companhia Nacional de Navegação. À sombra do mesmo regime prestou a sua colaboração profissional a outras empresas do sector público.
Colaborou na imprensa periódica de Luanda, de Lisboa e, particularmente, em jornais de cunho regionalista.