Este livro é uma homenagem à mulher duriense e à força da região do Alto Douro Vinhateiro, celebrando a sua resiliência e sabedoria ancestral. Aqui, o passado não é um museu a visitar - é fonte de energia viva, pronta a ser canalizada. Recorrendo ao símbolo singular das socas da mulher duriense, a obra estabelece uma ligação entre a cultura local, a filosofia, a antropologia e a arte, abordando algumas das questões mais urgentes da condição humana: a busca pela autenticidade, a luta contra a superficialidade e a necessidade de redescobrir a nossa força interior. É um livro para ler e reler, não apenas com a mente, mas também com a alma.
Luísa Teixeira nasceu em 1983, na vila de Alijó. Passou a sua infância e adolescência na aldeia vinhateira Póvoa do Douro. Após concluir o ensino secundário, ingressou na Força Aérea Portuguesa, onde prestou serviço durante 6 anos e meio. Foi louvada e condecorada com a medalha de Comportamento exemplar, Grau Cobre. Licenciada em Antropologia e Mestre em Arqueologia na Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa. Pós-graduada em Criminologia, em Antropologia Biológica e Forense e em Ciências Forenses, Investigação Criminal e Comportamento Desviante. Participou em diversas escavações arqueológicas. Autora dos livros Abrigos com pinturas rupestres de Trás-os-Montes e Alto Douro: Pala Pinta, Pena Róias e Cachão da Rapa, 2014, Porto, Lema d’Origem; Um trio à descoberta no Alto Douro Vinhateiro, 2016, Lisboa, Edições Vieira da Silva; e Os Trilhos Ferroviários do Douro, 2017, Lisboa, Edições Vieira da Silva.